SECAM: D. Filomeno fala sobre a XV Assembleia
12-08-2010
O prelado disse: “A Assembleia surpreendeu mais pelas presenças, pois o número de participantes ultrapassou as expectativas. Mas, em termos de reflexão, o encontro não foi muito rico, pelo que ficou patente que falta algo para que o SECAM se afirme como um espaco e um instrumento de comunhão e de partilha da Igreja de Deus que está em África”.
Porém, não foi apenas isso. Nesta perspectiva, D. Filomeno sublinha, ainda: “Todos nós sentimos as debilidades da organização ainda não totalmente assumidas pelas igrejas do continente. Muitas até preferem caminhar fechadas na sua região ou mesmo no seu próprio país. Notou-se claramente a necessidade de criar bases financeiras sólidas que permitam a realização dos programas sem depender em muito dos parceiros ocidentais”.
Sobre o contributo que os prelados deram ao referido encontro, o nosso interlocutor avança: “Creio que, nós, bispos, temos estado um pouco afastados dos nossos teólogos e pastoralistas. Ora, isto é mau porque ninguém move sozinho numa comunidade. Acredito que uma reflexão prévia a nivel das dioceses, dos seminários, dos centros de estudos e de pastoral, antes da Assembleia, iria ajudar em muito para que se pudesse fazer desta era uma etapa nova na vida da Igreja que está no continente”.
Sobre o futuro, há um desafio concreto e, ao mesmo tempo, urgente e necessário. “O SECAM, atendendo à sua posição no continente, deve envidar esforços para que obtenha o estatudo de observador junto da União Africana...”, frisou a terminar o também bispo de Cabinda.