Conferência Episcopal de Angola e São Tomé

Papa reza pela reconciliação

22-03-2009

Mais de 1 milhão de fiéis na esplanada de Cimangola, o Papa explicou a razão da sua missão: “Vim à África precisamente para proclamar esta mensagem de perdão, de esperança e de uma nova vida em Cristo”. O 3º Domingo da Quaresma, em Angola, é dedicado ao tema da reconciliação nacional. O dia foi instituído em pleno tempo do conflito armado. Bento XVI recordou aos cristãos que pelo baptismo receberam a força do Espírito Santo para ser construtores de um futuro melhor. Por isso, proclamou, “não tenhais medo ainda que isto signifique ser um sinal de contradição”, disse. Para o Papa, a Igreja em Angola e na África está destinado a ser perante o mundo, um sinal daquela unidade a que é chamada toda a família humana mediante a fé em Cristo Redentor.

Tristeza nos Coqueiros
Na missa, o Papa rezou pelas duas jovens que perderam a vida, ao entrar no Estádio dos Coqueiros, em Luanda, devido a um incidente que deixou 40 pessoas feridas. Bento XVI apresentou condolências às famílias enlutadas e desejou rápidas melhores para os feridos no incidente. As jovens, uma era de Luanda da Paróquia de S. Pedro e a outra peregrina da Paróquia do Cabo, Ilha de Luanda traziam o desejo de ver o Papa. O cardeal Bertone, secretário de Estado do Vaticano visita o Hospital para confortar os feridos, em nome do Papa na tarde deste Domingo, enquanto o papa fala às mulheres.
 
Mulheres e o Papa
Bento XVI exaltou o testemunho feminino na construção de uma sociedade mais humana, evocando as palavras da mãe de Jesus, “Não tem vinho”. Para o Papa, a presença de Maria é imagem de que homem e mulher são chamados a uma comunhão profunda no recíproco reconhecimento. “A mulher é um outro eu na comum humanidade”, disse. O Papa partilhou o testemunho heróico de Teresa Gomes, angolana que faleceu em 2004 na cidade do Sumbe. Teresa defendeu com amor a Igreja e bravura e a tornou incansável e Maria Bonino, missionária italiana vitima, voluntária para a Diocese do Uije. Devotada ao seu cuidado diário de milhares de crianças lá internadas, Maria haveria de pagar com o sacrifício mais alto o serviço lá prestado durante uma terrível epidemia da febre hemorrágica de Marburg, acabando ela mesma contagiada; ainda transferida para Luanda, aqui faleceu e aqui repousa desde 24 de Março de 2005.