Conferência Episcopal de Angola e São Tomé

PÁGINA INTRODUTÓRIA



Desde o momento que Jesus Cristo escolheu o Colégio dos Apóstolos, a história da Igreja é uma historia de Comunhão e de colaboração profunda e permanente entre e os demais Apóstolos e entre os sucessores de um e outros.

 É uma consequência lógica da própria natureza da Igreja, que tem o Amor como lei fundamental e a Unidade como expressão de vida.

  As formas concretas de unidade e de colaboração, foram-se definindo ao longo dos séculos. A nível regional, através de sínodos, Concílios e conferências; a nível universal, por meio de Concílios Ecuménicos.

  O Concílio Ecuménico Vaticano II, aprofundado a reflexão teológica sobre o ministério episcopal, imprimiu novo alento ao espirito colegial, outorgando às Conferencias Episcopais tarefas e responsabilidades mais amplas, não apenas dentro da esfera nacional, como também no campo regional e até continental.

  A constituição da hierarquia eclesiástica no território de Angola data de 1940 e, a partir de então, os Bispos estabeleceram uma primeira forma de cooperação: reunir-se anualmente.

  Em 1956, a Santa Sé determinou que se fosse uma Conferência Episcopal que abrangesse Angola e Moçambique. Assim aconteceu até 1967, data em que se processou o desmembramento. Com a aprovação dos despectivos estatutos pela Sagrada Consagração Consistorial (atual Consagração dos Bispos), a Conferência Episcopal de Angola e São Tomé adquiriu a sua perfeita autonomia, como expressão de uma Igreja adulta.

  A Independência abriu naturalmente um capitulo novo da história da Igreja em Angola e São Tomé, com a ereção das dioceses de Novo Redondo, Saurimo, Menongue e Ondjiva, em Agosto de 1975, de Cabinda, em Outubro de 1984, de Mbanza Congo, em Dezembro do mesmo ano, de Ndalatando, em Março 1990, a Conferência Episcopal de Angola e São Tomé passou a contar com 16 dioceses.

  Com o decorrer dos anos, a CEAST foi estabelecendo as suas estruturas e diversificando as suas Comissões, melhorando assim o estudo da problemática religiosa, face a concreta situação do País.

  Além de um presidente, um Vice-Presidente e um Secretário, foi criado um Conselho Permanente de cinco bispos, que incluiu os três Metropolitas, destinado a resolver os assuntos urgentes que se deparassem no intervalo das reuniões ordinárias.

  Em Julho de 1979, em conformidade com o documento Mutuae Relationes, foi constituída a Comissão Mista dos Bispos e das Congregações Religiosas, tanto masculinas como femininas, de Angola e São Tomé.